Itupeva vai contar com ‘Aedes do Bem’ no combate à dengue

Notícias

A Prefeitura de Itupeva, em parceria com a empresa Oxitec do Brasil, iniciará um projeto voltado ao combate do mosquito Aedes aegypti, utilizando a 2ª Geração do Aedes do Bem.

“O objetivo é avaliar a melhor forma do uso integrado da 2º geração da nova tecnologia da Oxitec, o Aedes do Bem!™, que é seguro e não pica, e poderá nos ajudar nos esforços atuais da cidade para controlar a população selvagem do Aedes aegypti”, disse Lúcia Checchinato, Secretária de Saúde.

Após receber a aprovação completa da CTNBio, autoridade nacional que regula a biossegurança de novos produtos, o projeto Aedes do Bem será realizado em dez bairros do perímetro urbano da cidade de Itupeva. As liberações do Aedes do Bem serão realizadas em oito bairros, enquanto duas áreas serão selecionadas como comparadores.

A avaliação será realizado no Jardim das Minas, Portal Santa Fé, Terra Brasilis, Jardim São Vicente, Residencial Pacaembu, Vila São João, Laranjeiras e Residencial Santo Antônio.

Entenda o passo a passo

O primeiro passo para o início do projeto foi dado no dia 28 de junho passado, em uma reunião entre pesquisadores da empresa e representantes da Unidade de Vigilância de Zoonoses de Itupeva, juntamente com os agentes de saúde e coordenadores da região de cada bairro, e serviu para fornecer detalhes do projeto e esclarecer quaisquer questões ou preocupações existentes.

“Nossos agentes comunitários de saúde precisam entender o funcionamento desse projeto. Além deles, é importante que os líderes de bairros também estejam inteirados no assunto, que com certeza irá beneficiar nosso município”, disse Gilmara Breda, gerente da UVZ.

“A primeira geração do Aedes do Bem!™, demonstrou sua eficácia ao longo de vários anos e em diferentes cidades do Brasil, e estamos orgulhosos da parceria com a cidade de Itupeva, que está entre as primeiras a testar novas maneiras de implantar a nossa nova tecnologia de segunda geração, que pode gerar novas vantagens em escalabilidade e custo-benefício.” disse Natalia Verza Ferreira, diretora da Oxitec.

Após a etapa de esclarecimento e engajamento da população, a Oxitec começará a monitorar os mosquitos selvagens nas áreas selecionadas, usando armadilhas para captura de ovos de mosquitos, conhecidas como ovitrampas. Esta informação permitirá que a equipe tenha conhecimento sobre o tamanho da população de Aedes aegypti selvagem em cada área de tratamento e a presença de outras espécies de mosquito.

Posteriormente, a partir de setembro de 2019 serão feitos estudos adicionais, e os mosquitos Aedes do Bem serão liberados em locais fixos dentro da área de estudo e continuarão sendo monitorados extensivamente. Os estudos durarão até maio de 2020 e serão acompanhados por monitoramento pós liberação, para medir a presença de mosquito Aedes do Bem por um período de tempo, até que eles não estejam mais no Meio Ambiente.